Palestras

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Fortaleza

Dia 14/10

19h – Corpo a corpo com São Paulo Companhia de Dança palestra com Inês Bogéa (SP). Local: Vila das Artes. Público-alvo: Artistas, professores e arte-educadores. Inscrição: preenchimento das vagas por ordem de entrega da ficha. 45 vagas. [Ficha 2]

Corpo a corpo com São Paulo Companhia de Dança – palestra com Inês Bogéa (SP)  

O projeto Corpo a Corpo foi concebido pela São Paulo Companhia de Dança para aprofundar o contato entre o público e o universo da dança. O projeto oferece uma abordagem multidisciplinar dessa arte, utilizando-a como tema ou elemento para atividades educativas e de sensibilização, tanto para o ensino regular quanto para ações de arte-educação, educação inclusiva e ensino de artes. A palestra com a diretora da Companhia, Inês Bogéa é chamada de Corpo a Corpo com o Professor. Nesse encontro é apresentado e distribuído material de apoio para o educador com conteúdos que poderão ser trabalhados em sala de aula (material impresso + DVD educativo) e abordam algum aspecto técnico ou histórico das coreografias. O encontro é uma ocasião de diálogo direto entre o educador e a São Paulo Companhia de Dança, com espaço para perguntas e sugestões.

Inês Bogéa é doutora em Artes (Unicamp, 2007) e professora no Curso de Formação de Professores e Educadores Sociais em Arte do Centro Universitário Maria Antônia – USP. Foi bailarina do Grupo Corpo (1989-2001). Escreveu sobre dança para o jornal Folha de São Paulo de 2000 a 2007 e é autora de O Livro da Dança (Companhia das Letrinhas, 2002) e Contos do Balé (Cosac Naify, 2007). Organizou os livros Oito ou Nove Ensaios Sobre o Grupo Corpo (Cosac Naify, 2001), Kazuo Ohno (Cosac Naify, 2002), Espaço e Corpo – Guia de Reeducação do Movimento – Ivaldo Bertazzo (Sesc, 2004) e o recém-lançado Primeira Estação – Ensaios sobre a São Paulo Companhia de Dança. Ao lado de Ivaldo Bertazzo, foi assistente de direção do Projeto Dança Comunidade (2005-2006). Foi consultora da Escola Fafi de Teatro e Dança (Vitória, 2003-2004) e curadora do Festival Cultura Inglesa (2006-2007). É co-autora, com Sergio Roizenblit, dos documentários Movimento Expressivo – Klauss Vianna (Miração Filmes e Crisantempo, 2005), Renée Gumiel, a Vida na Pele (DOCTVII, 2005) e Maria Duschenes – o Espaço do Movimento (Prêmio Funarte Klauss Vianna, 2006). Desde 2008 é diretora da São Paulo Companhia de Dança.

Dia 20/10

Cinderela, o príncipe e o que é que eu tenho a ver com isso?
Marcos Moraes (SP)
20 de outubro | 16h | Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Um olhar independente sobre a tensão entre os processos criativos e os meios de produção a partir do corpo institucional vigente. Como conciliamos princípios dialéticos e ao mesmo tempo fazemos a crítica ao Status Quo das políticas culturais no país? Pode haver um ponto de equilíbrio entre a militância, a sobrevivência e o espírito livre da criação artística?

Marcos Moraes é artista, docente, terapeuta corporal, gestor e produtor cultural. Formado em “Técnicas Psico-corporais para o Desenvolvimento Harmônico” pelo Espacio de Desarrollo Armónico – Rio Abierto de Montevidéu (Uruguai), atualmente desenvolve pesquisa em Live Arts, nas linguagens da dança, do vídeo e da performance. Foi coordenador de Dança da Funarte/MinC e colabora com eventos e festivais, tais como dança em foco – Festival de Vídeo & Dança, Panorama de Dança do Rio de Janeiro e a Bienal Internacional de Dança do Ceará.

Dia 21/10

Entre a poética e a política: a carne da escrita
Thereza Rocha (RJ)
21 de outubro | 16h | Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Discutir a fricção entre poéticas e políticas pode passar pela visita a obras recentes das cariocas Denise Stutz e Marcela Levi, criadoras-intérpretes de fortes escritas de dança. Um diálogo acerca do corpo que dança e dos discursos que ele pode estabelecer. Seguindo as pistas de Jacques Rancière, a partilha, aliás, é tanto tema como método desta conversa de dança a meio caminho entre a carne e o conceito.

Thereza Rocha é pesquisadora de dança, dramaturgista e diretora de espetáculos. Doutoranda em Artes Cênicas pela UNIRIO e Colunista do portal Idança.net. Professora dos cursos de dança e de teatro do Centro Universitário da Cidade – UniverCidade (RJ), onde coordena o Curso de Pós-graduação Estudos Avançados da Dança Contemporânea: coreografia e pesquisa. Idealizadora e realizadora, com Roberto Pereira e Charles Feitosa, do I e II Encontro Internacional de Dança e Filosofia realizado no Rio de Janeiro (2005 e 2006).

Dia 22/10

Pensar, dançar: habitar a imanência
Maria Cristina Franco Ferraz (RJ)
22 de outubro | 16h | Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Entre dança e pensamento podemos traçar diversas confluências. A partir do conceito deleuzeano de plano de imanência, pretendemos explorar os vínculos entre ambos os movimentos: pensar e dançar. Estarão em jogo determinada concepção ou imagem do pensamento e certa visão da dança, tal como desdobrada pelo pensador português José Gil.

Maria Cristina Franco Ferraz é Professora Titular de Teoria da Comunicação da UFF, desde 1994, com estágios de pós-doutoramento no Centro de Pesquisa em Literatura e Cultura (Berlim/2007) e no Instituto Max-Planck de História da Ciência (Berlim/2004). Doutora em Filosofia pela Universidade de Paris 1-Sorbonne (Paris/1992) e Mestre em Letras pela PUC/RJ (1982). Coordenadora na UFF do Doutorado Erasmus Mundus "Cultural Studies in Literary Interzones". Autora de obras como Nietzsche, o bufão dos deuses (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994 e Paris: Harmattan, 1998), entre outras.

Dia 23/10

Mesa-redonda

Poéticas e políticas: que planos de composição estamos ajudando a traçar?
Marcos Moraes (SP), Maria Cristina Ferraz (RJ) e Thereza Rocha (RJ)
23 de outubro |16h | Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Subverter concepções artísticas ou concepções sobre a arte é subverter formas de habitar, subverter modos de vida. Como estimular o surgimento de novos formatos de produção, exibição e circulação de trabalhos artísticos, reconfigurando os pactos estéticos já estabelecidos e investindo em novas – e sempre provisórias – relações com o público? Como potencializar bons encontros que deixem rastros éticos em nossas experiências estéticas?

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