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Na constante busca por olhares, reflexões e produção de conhecimento, a Bienal divulga, publica e exibe. Procura nas diversas formas de comunicação cumprir seus objetivos. Por isso, ao completar 15 anos de vida, a Bienal já possui quatro linhas editoriais: a revista OlharCE, o documentário DOC Bienal, o programa de televisão Terceira Margem e o livro Bienal Internacional de Dança do Ceará _Um Percurso de Intensidades (1997/2011). Todos esses produtos possuem um objetivo convergente: dar visibilidade à produção e às ações em dança no Ceará.
Intervenção no mundo das imagens, o Programa Terceira Margem visa criar um espaço qualificado para a exibição de dança e para a formação de um pensamento crítico. São 30 minutos dedicados a discussões conceituais, entrevistas e exibição de trabalhos em vídeo-dança feitas no Brasil e outros países. Exibido pela primeira vez em 2009 pela TV O POVO, à Rede Cultura de Televisão/Fundação Padre Anchieta (SP), o programa ganhou uma segunda série em 2011, cujo lançamento ocorreu na abertura da 8ª Bienal Internacional de Dança do Ceará.
Primeira publicação de dança da Bienal, a revista OLHARCE traz matérias, entrevistas e artigos de pensadores e pesquisadores de dança do Ceará e do Brasil. O primeiro número foi lançado em dezembro de 2008 e foca as discussões suscitadas na primeira edição do Encontro Terceira Margem, ação do projeto Bienal De Par Em Par/2008, além de um panorama das companhias e artistas em atuação no Estado e as conquistas no âmbito das políticas públicas ao longo dos últimos 15 anos. Já a segunda edição foi lançada durante a 8ª Bienal de Dança, em outubro de 2011 e conta com matérias sobre a visita da coreógrafa alemã Pina Bausch ao Cariri e os 20 anos de existência da Lia Rodrigues Cia. de Danças (RJ). As remontagens e os processos de transmissão em dança também recebem a devida atenção, bem como o crescimento dos cursos de Graduação em Dança no País. Dentre os articulistas da publicação estão: Flavia Meireles (RJ), Isabel Marques (SP), Vanilton Lakka (MG), Joubert Arrais (CE), Marcos Morais (SP) e Angela Souza.
A publicação conta com uma versão online disponibilizada no link abaixo.
O DOC Bienal foi produzido para evidenciar questões que surgiram ao longo das edições da Bienal Internacional de Dança do Ceará, pertinentes à dança contemporânea, à interface com outras linguagens e à contemporaneidade. Os temas são apresentados a partir de depoimentos de coreógrafos, pesquisadores e artistas. A direção é do videomaker Alexandre Veras.
Com o desafio de atravessar a escrita da dinâmica dos afetos criada em 15 anos de encontros entre diferentes modos do pensar-fazer dança, o livro Bienal Internacional de Dança do Ceará _Um Percurso de Intensidades é um projeto editorial lançado na oitava edição do festival. A organização é de Rosa Primo (CE) e Thereza Rocha (RJ), com texto de Thaís Gonçalves, e dá conta de encontros, trocas de experiências, processos artísticos e formativos, questões focadas no corpo e em corpo, reverberações políticas, coletividade, mobilização, dimensões da imagem em movimento e o movimento das imagens, tempo, espaço. Porque assim é a Bienal de Dança. A publicação conta com artigos ensaísticos de pensadores brasileiros, entrevistas com coreógrafos internacionais e perfis críticos de artistas que marcam a cena cearense.